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sábado, junho 26, 2004

CRONICANDO A SEMANA DE UM Fà

(Nota: Texto a propósito do Concerto que os UHF deram em Olhão a 5 de Junho deste ano)

Foi um início de Junho estonteante aquele que vivi na semana passada.
Tudo começou com o Rock in Rio onde estive a fazer apenas trabalho social. A não inclusão dos UHF no programa limitou o meu interesse no evento. Nem mesmo o facto de ter assistido um fã de Peter Gabriel, impregnado em álcool, em frente ao palco e em pleno concerto, depois de ter autenticamente voado sobre as grades de protecção e sobre o público tendo como propulsor um segurança mais colaborante, me entusiasmou. A excepção foi ter assistido um roadie com uma t-shirt dos UHF. Isso mesmo UHF!! Obviamente, tratamento diferenciado.
No final da semana estive na Figueira para reunião clínica. Figueira, terra incontornável no panorama Uhfano desde 2000, ano em que conheci o mítico homem da toalha vermelha. Os afazeres profissionais e sociais não permitiram o encontro com a família Salgado nem com a família Pessoa. O meu pedido de desculpas. A contenda terminou na Sexta-feira com um espectáculo no Casino local.
Apesar da excelência do acontecimento, o meu pensamento estava no Algarve onde cheguei no Sábado. Chegada tardia mas a tempo de enganar o estômago, pegar no meu descendente e partir para Olhão, terra da Restauração. De restaurar a dose de UHF precisava eu, pois que o último abastecimento tinha sido no longínquo Abril em Lagoa.
O local do concerto era paradisíaco. Zona de pinhal com uma clareira onde se situava o recinto, mesmo junto à Quinta de Marim, sede da Reserva da Ria Formosa. O acesso ao recinto fazia-se por uma vereda de terra batida, molhada recentemente para evitar o pó e ladeada por garrigue. O cheiro a terra húmida e a maresia misturavam-se, criando um ambiente sui generis. O palco, virado para sul, espreitava o mar e a lua, essa companheira dos UHF, lá estava abençoando a causa. No lado oposto situavam-se os serviços médicos a cargo dos carolas da CVP. A calmaria foi uma constante como é hábito nesta concentração. Mas vamos ao que interessa.
Os primeiros acordes da banda-culto surgiram já a meia-noite ia longa. O começo foi com "Matas-me com o teu olhar", tema fabuloso que também encerrou o concerto. Foi um desfilar de temas conhecidos excepção para o já referido "Matas-me..." e para "Rock no cais" que certamente irá agradar aos mais indefectíveis. Som forte, batida sincopada, som rock, som à UHF foi a que se assistiu em Olhão. O público em número apreciável aderiu em massa, comprovando que também há seguidores dos UHF no Algarve.
Assistimos a um excelente concerto dos UHF onde todos os seus elementos estiveram muito bem. O AMR, visivelmente feliz pela recepção do público, não ouviu um comentário de um fã 2 ou 3 "filas" atrás de mim: "Este António continua a ser o maior"
Corroboro esta opinião e acrescento que todos os elementos dos UHF são os maiores.
Penso que os UHF apresentam o melhor som de sempre. Venha lá esse disco ao vivo!

Um bem-haja para todos os fãs

DS



quinta-feira, junho 17, 2004

Concerto Motard em Barcelos 

15 de Maio de 2004

“Aqui vamos nós, mais um concerto…” era a canção que passava no leitor de cds do carro quando cheguei a Barcelos. A cidade estava repleta de Motards, as esplanadas cheias de casacos de cabedal e os estacionamentos repletos de bombas de duas rodas…

Na primeira parte tínhamos os Íris, banda rock com sabor a Algarve e sotaque a condizer, e depois… depois os nossos UHF! A noite estava bonita, havia cerveja, e o espaço estava a abarrotar pelas costuras! Um facto curioso a ter em conta nesta concentração foi perceber que uma grande parte das pessoas presentes no recinto não eram Motards mas sim espectadores à procura de ver um grande concerto de Rock! A população de Barcelos saiu à rua e veio participar na festa Motard… fica aqui o apontamento que me parece muito interessante.

A noite rock começou com os Íris, banda que todos conhecemos do êxito de “Mãe aquele moço bateu-me”. O concerto dos Íris é enérgico e bastante porreiro. Mas perde-se com a saturação de solos dos músicos em palco. Penso que podem melhorar o seu espectáculo apostando mais em canções e menos em solos. A boa técnica dos músicos da banda, digo eu, poderá interessar a outros músicos e como a maioria de nós não o somos… a coisa fica um pouco maçuda.

20 minutos de intervalo para a troca de material, mais duas cervejas bebidas na barraca mais próxima e entram os UHF em palco. Pujantes e Roqueiros com são e o têm mostrado em todos os concertos!

Salvo o bom regresso de “Noites Lisboetas”, o repertório foi o habitual. “A lágrima caiu”, “Matas-me com o teu olhar”, “Menina estás à janela”, “Cavalos de corrida” e “Sarajevo” cantadas em coro. Mais uma vez “Matas-me com o teu olhar” espanta pela automática sintonia do público com a banda. A Antena 3 está a passar a canção, os fans já a sabem de cor e o público em geral pega no refrão logo à primeira! Foi isto que aconteceu durante 2 anos à fantástica “A lágrima caiu” antes do disco sair. Continuo sem perceber como é que esta canção não passou na rádio… Espero que “Matas-me com o teu olhar” tenha um melhor futuro radiofónico pois acredito que os UHF podem, em termos discográficos, chegar a números elevados e habituais de vendas no principio da sua carreira. TODA A GENTE CANTA ESTE REFRÃO!!! É impressionante!

Mais uns quilómetros de estrada, mais um concerto dos UHF, mais uma concentração bem organizada onde só foi pena a brutalidade dos seguranças no final do espectáculo junto aos muitos fans dos UHF que se aglomeravam para pedir os habituais autógrafos… Nunca tinha visto nada desta natureza, muito menos num concerto dos UHF e sabendo eu que a banda dá toda a simpatia, carinho e atenção aos seus fans, foi estranho. Mas de resto quero esquecer este aparte e pensar que a equipa de segurança para o ano que vem é outra e que se os UHF lá estiverem, eu também estarei!

Obrigado UHF

Só eu sei porquê



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